Gestão estratégica Transformação digital

O futuro da saúde conectada: tendências em gestão e tecnologia para 2026

Neste artigo você verá:

Após anos de digitalização acelerada, a saúde conectada está entrando em uma nova fase de maturidade, passando agora a enfrentar um desafio ainda mais complexo: conectar dados, processos, pessoas e decisões de forma inteligente e contínua

Em 2026, hospitais, clínicas e redes de saúde precisarão ir além da simples adoção de tecnologias isoladas e avançar para ecossistemas digitais integrados, capazes de sustentar modelos de cuidado mais eficientes, seguros e centrados no paciente.

Com essa previsibilidade, conceitos como interoperabilidade avançada, inteligência artificial aplicada à gestão e Smart Hospitals deixam de ser tendências emergentes e passam a representar requisitos estratégicos para a sustentabilidade das instituições de saúde. 

Este artigo apresenta as principais tendências que irão moldar o futuro da saúde conectada em 2026, com foco na gestão, na eficiência operacional e na experiência do paciente.

Por que 2026 será um marco para a saúde conectada?

O ano de 2026 tende a ser um divisor de águas porque marca a convergência entre tecnologia madura, pressão regulatória, expectativas dos pacientes e necessidade de eficiência financeira

De acordo com o relatório “Perspectivas do Setor de Ciências da Vida e Saúde (LSHC) para 2026” da Deloitte, os sistemas de saúde podem perder até US$ 54,5 bilhões na próxima década se mantiverem suas práticas atuais e não aproveitarem as oportunidades para atender às crescentes expectativas dos consumidores por conveniência, acessibilidade e confiança.

A saúde conectada surge como resposta a esse desafio, propondo um modelo em que informações fluem de forma segura, estruturada e em tempo real entre sistemas, profissionais e níveis de cuidado.

Em 2026, não se tratará mais de “ter tecnologia”, mas de orquestrar tecnologias de forma estratégica, alinhando gestão, assistência e governança digital.

Interoperabilidade avançada e integração total de dados

A interoperabilidade é um dos pilares da saúde conectada e, nos próximos anos, evolui de integrações pontuais para um modelo mais robusto e escalável. 

Nos próximos anos, espera-se que hospitais e clínicas operem com ambientes interoperáveis por padrão, permitindo a troca fluida de dados entre prontuários eletrônicos, sistemas administrativos, plataformas de imagem, laboratórios, operadoras e dispositivos conectados.

Essa integração total viabiliza benefícios concretos para a gestão, como:

  • Redução de retrabalho e inconsistências de informação;
  • Visão unificada do paciente ao longo de toda a jornada de cuidado;
  • Apoio à tomada de decisão clínica e administrativa baseada em dados confiáveis;
  • Melhoria da continuidade do cuidado, especialmente em redes e sistemas regionais.

Do ponto de vista estratégico, a interoperabilidade deixa de ser apenas uma exigência técnica e passa a ser um ativo organizacional, essencial para modelos de cuidado baseados em valor e para a expansão sustentável das instituições.

IA generativa, preditiva e operacional no dia a dia da gestão

A inteligência artificial também entra em 2026 como um elemento transversal da saúde conectada. Seu uso vai muito além do apoio ao diagnóstico e passa a atuar diretamente na gestão, no planejamento e na operação das instituições.

A IA generativa, por exemplo, contribui para automatizar análises de dados, gerar relatórios gerenciais, apoiar a documentação clínica e otimizar fluxos administrativos. 

Já a IA preditiva permite antecipar riscos assistenciais, prever picos de demanda, identificar gargalos operacionais e apoiar decisões estratégicas com base em padrões históricos.

Na prática, isso significa que gestores passam a contar com ferramentas de apoio à decisão mais inteligentes, capazes de transformar grandes volumes de dados em insights acionáveis. Em vez de decisões reativas, baseadas em relatórios tardios, a gestão se torna mais proativa, orientada por cenários e evidências.

Plataformas unificadas e centralização do cuidado digital

Outra tendência forte para os próximos meses é a consolidação de plataformas digitais únicas. Em vez de múltiplos sistemas desconectados, as instituições buscam ambientes integrados que concentrem informações clínicas, administrativas, financeiras e operacionais em um único ecossistema.

As plataformas unificadas oferecem vantagens claras, como:

  • Simplificação da operação e redução da complexidade tecnológica;
  • Melhoria da experiência dos profissionais, que acessam tudo em um único ambiente;
  • Maior governança sobre dados, processos e indicadores;
  • Escalabilidade para incorporar novas funcionalidades e tecnologias

A centralização do cuidado digital também fortalece a visão do paciente como eixo central da estratégia, permitindo acompanhar sua jornada de forma contínua, integrada e personalizada.

Telemedicina evoluída: do atendimento remoto ao cuidado coordenado

A telemedicina já faz parte da rotina de muitas instituições, mas em 2026 ela se consolida em um modelo mais sofisticado: o do cuidado coordenado e contínuo

Isso significa que o atendimento remoto deixa de ser um evento isolado e passa a estar integrado ao prontuário, aos protocolos assistenciais e aos demais pontos de contato do paciente com o sistema de saúde.

Nesse novo modelo, a telemedicina se conecta a monitoramento remoto, acompanhamento de pacientes crônicos, gestão de casos e coordenação entre diferentes níveis de atenção. Para a gestão, isso representa maior eficiência, ampliação do acesso e melhor uso dos recursos disponíveis.

Além disso, a integração da telemedicina aos fluxos assistenciais contribui para reduzir internações evitáveis, melhorar a adesão ao tratamento e elevar a satisfação do paciente.

Segurança cibernética como prioridade estratégica

Com a expansão da saúde conectada, cresce também a exposição a riscos cibernéticos. A segurança da informação deixará de ser apenas uma preocupação da área de TI e passa a ocupar um papel central na estratégia das instituições de saúde.

A proteção de dados sensíveis, a continuidade dos serviços e a conformidade regulatória exigem investimentos em tecnologias, processos e cultura organizacional. 

Isso inclui desde soluções avançadas de monitoramento e resposta a incidentes, até políticas claras de governança de dados, uma infraestrutura robusta de T.I e conscientização das equipes.

Instituições que tratam a segurança cibernética como prioridade estratégica fortalecem sua reputação, reduzem riscos operacionais e garantem a confiança de pacientes, profissionais e parceiros.

Smart Hospitals e automação de fluxos assistenciais

O conceito de Smart Hospital ganha maturidade em 2026, impulsionado pela automação de processos, uso de sensores, Internet das Coisas (IoT) e o 5G. Hospitais inteligentes utilizam tecnologia para otimizar fluxos assistenciais, melhorar a gestão de recursos e aumentar a segurança do paciente.

Exemplos práticos incluem:

  • Automação de leitos e gestão de capacidade;
  • Monitoramento inteligente de equipamentos e ativos;
  • Otimização de fluxos de pacientes e equipes;
  • Integração entre sistemas clínicos e operacionais.

Essas iniciativas contribuem para maior eficiência operacional, redução de custos e melhoria da qualidade assistencial, reforçando o papel da tecnologia como aliada estratégica da gestão.

O papel da liderança na construção de uma cultura digital

Nenhuma dessas tendências se sustenta sem uma liderança preparada para conduzir a transformação digital. Dessa forma, os líderes de saúde precisam atuar como agentes de mudança, capazes de alinhar tecnologia, pessoas e estratégia.

Isso envolve promover uma cultura orientada por dados, incentivar a colaboração entre áreas, investir em capacitação contínua e garantir que a tecnologia esteja sempre a serviço do cuidado e da sustentabilidade da instituição.

A saúde conectada exige decisões integradas, visão de longo prazo e comprometimento da alta gestão com a inovação responsável.

O que as instituições podem fazer hoje para se preparar para 2026?

Embora 2026 esteja próximo, a preparação para a saúde conectada começa agora. Algumas ações estratégicas incluem:

  • Avaliar o nível de maturidade digital da instituição;
  • Mapear processos e identificar gargalos que podem ser resolvidos com tecnologia;
  • Priorizar soluções interoperáveis e escaláveis;
  • Investir em governança de dados e segurança da informação;
  • Engajar lideranças e equipes na transformação digital.

Esses passos ajudam a construir uma base sólida para acompanhar as tendências e transformar desafios em oportunidades.

Como a TechInPulse prepara sua instituição para o cenário de 2026

Como vimos ao longo deste artigo, o ano de 2026 representa mais do que a consolidação de novas tecnologias: ele marca um ponto crítico de maturidade para a gestão da saúde. 

Diante da pressão por eficiência, segurança e sustentabilidade financeira, a transformação digital deixa de ser opcional e passa a exigir método, governança e decisões bem estruturadas.

Nesse contexto, o desafio das instituições não está apenas em adotar soluções tecnológicas, mas em preparar sua organização, processos, pessoas e gestão, para evoluir de forma consistente e segura em um ecossistema cada vez mais conectado.

Da estratégia à prática: o papel da TechInPulse

A TechInPulse atua na preparação estratégica das instituições de saúde para a transformação digital, apoiando a evolução da maturidade digital e a construção das bases necessárias para um futuro conectado, eficiente e centrado no paciente.

Sua atuação está focada nos pilares que sustentam essa jornada:

  • Diagnóstico de Maturidade Digital
    Avaliação estruturada do nível de maturidade da instituição, com base em modelos reconhecidos como o HIMSS e diagnósticos 360° de processos, identificando gargalos e orientando a evolução com padrões internacionais.
  • Organização de Processos e Governança Digital
    Apoio à estruturação de processos, indicadores e diretrizes de governança que viabilizam ambientes digitais integrados, seguros e alinhados às exigências regulatórias.
  • Preparação para Ambientes Interoperáveis
    Atuação estratégica na organização de dados, fluxos e gestão da informação, criando as condições necessárias para a interoperabilidade e a integração entre sistemas ao longo da jornada do paciente.
  • Cultura de Inovação e Gestão da Mudança
    Condução da gestão da mudança, capacitação de lideranças e equipes e fortalecimento de uma cultura orientada por dados, essencial para sustentar a transformação digital no longo prazo.

Construa hoje a base para a saúde conectada do futuro

Preparar-se para o cenário da saúde conectada exige visão estratégica, método e comprometimento contínuo. Instituições que investem desde agora na maturidade digital, na governança e na organização de seus processos estarão mais bem posicionadas para enfrentar a complexidade do setor e transformar tecnologia em resultados reais.

Quer entender em que estágio sua instituição está e quais são os próximos passos dessa jornada?

Fale com os especialistas da TechInPulse e conheça os caminhos para evoluir sua maturidade digital de forma estruturada.